[dorkbotrio-debate] bricolaje sexual - offtopic?:)

tatiw at riseup.net tatiw at riseup.net
Sun Jul 6 21:29:59 EDT 2008


ei dorkiocas!

queria compartilhar com vcs um projeto que estou escrevendo junto a duas
meninas da espanha (bruno vianna conhece elas!). tem tudo a ver com o
dorkbot mas infelizmente estamos ainda na fase de articular parcerias que
viabilizariam a vinda de 2 minas ao brasil para dar essa oficna. na real a
intenção deste email é pilhar vcs.. hehe.. pra ver se conseguimos algum
tipo de apoio para a vinda delas.

me digam o que acham e desculpe aí se for totalmente offtopic!

Proposta de oficina das meninas do sitio Bricolage Sexual no Brasil
http://www.bricolajesexual.net/

1. contexto bricolage - de onde vem, o que fazem , porque

A partir de agora, mudou meu olhar, nos disse uma das participantes, o
mundo me parece cheio de brinquedos em potencial! Este é o efeito
Bricolaje, um olhar que contempla um mundo aberto, cheio de potencial
(placentero?), de materiais para jogar, hackear e mudar de lugar, para
desfrutar e aprender.

Bricolaje Sexual é um projeto de autoconstrução de brinquedos sexuais,
aonde se encontram novos (fazeres manuais/ manualidades?), o hackear as
tecnolgias domésticas e a sexualidade. Estes três campos, que têm em comum
sua natureza manual, inventiva, livre e imaginativa, têm sido vítimas do
capitalismo e das forças agressivas do mercado.

As manualidades, um saber tradicionalmente feminino, de código aberto, sem
direitos de autora, têm sofrido múltiplos ataques do capitalismo, mas
também dos movimentos feministas que o consideraram símbolo da mulher
não-emancipada, de nossas avós, que trabalham sem reconhecimento e tomadas
por (supuesto?). Da parte do mercado, a produção massiva e a exploração da
mão-de-obra e de recursos naturais do planeta tem baixado o preço do
produto final de uma maneira que converte o produto feito a mão em muito
mais caro do que o mais-produzido. A publicidade agressiva a a cultura das
marcas conduz as pessoas a preferir uma roupa de marca prestigiosa, com
imagem elaborada para construir a sua identidade.

A tecnologia doméstica se (aleja?) cada vez mais de suas usuárias. Não
somente pelos grandes avanços tecnológicos, mas também, por um vontade
explícita de fabricar objetos de usar e tirar, para seguir alimentando a
máquina de sobre-produção (aqui também, explorando o planeta e pessoas).
Se no passado fabricava-se objetos com garantia por todo a vida, agora se
fabrica, expressamente, objetos que durem o tempo mínimo que satisfaça a
consumidora. As usuárias, e sobretudo as mulheres, padecemos de
tecnofobia, um medo de nossos aparatos, um temor de não fazê-lo bem e de
quebrá-lo, (aunque este ya roto?). Neste sentido, a arte de reparar um
eletrodoméstico está tão perdida quanto a arte de remendar um (calcetín?).

O terceiro eixo (eje?) do projeto, é a sexualidade. Aqui também nos
sentimos restringidas, preprogramadas, consumindo uam sexualidade padrão
que vem definida pela s indśutrias da imagem, do pornô, da religião.
O uso de objetos de prazer, antigo como o mesmo ( coño?) da mãe, tem sido
ao largo da história reprimido por um machismo covarde, temeroso por seu
lugar; tem sido medicalizado para curar padecimentos femininos como a
histeria (transtorno do hístero, o útero) ou a ninfomania (furor uterino),
tem sido ridicularizado como consolo de solteironas, tem sido escondido
atrás da cortina da sexshop, vigiado por um (dependiente baboso?) em um
ambiente sórdido. Com o avanço imparável do capitalismo, o mercado de
brinquedos foi descoberto como um mercado ainda não saturadp, e em seus
últimos anos tem crescido a variedade e se tem ampliado a imagem desses
produtos para chegar a um público mais convencional. Com esse (filo?)
duplo de legimitar e extender um pouco seu uso, os brinquedos também estão
nas mãos das grandes multinacionais, e o que ganhamos em legitimidade,
perdemos em consumismo.

Como projeto, não advogamos nenhum tipo específico de sexualidade, não
decidimos que se (folla?) melhor com os nossos brinquedos, não
recomendamos (reemplazar?) suas amantes por pilhas recarregáveis, ou seus
brinquedos favoritos por (verduras?). A única coisa que queremos é jogar,
provar, inventar nossos pŕoprio prazer, entender um pouco melhor a
tecnologia que nos rodeia e penetra, fazer uso de nossa imaginação e
criatividade.
Oferecemos oficinas de uma variedade de brinquedos: dildos, vibradores,
bolas chinesas, mini vibradores, brinquedos anais, todos feitos de uma
combinação de materiais reciclados, e materiais seguros e higiêncicos. As
oficinas são divertidas e fáceis. Segundo o brinquedo e o tempo que se
queira dedicar, pode-se fazer coisas mais ou menos elaboradas.

2. intercambio com o brasil - como sugiu o convite, o panorama brasileiro,
realidades locais, a itinerancia
latex, a "árvore que chora"

O convite surgiu através do contato entre dois coletivos de mulheres
brasileiras e espanholas que trabalham a apropriação tecnológica feminina
através de temas como a sexualidade, a reciclagem e o hackerismo de nossa
sociedade tecno-autoritária. Bricolage e g2g organizaram e participaram
localmente dos dois Carnavais Eclético Tech - oficinas tech, culinárias,
imersões, que aconteceram no ano de 2007 respectivamente em Linz, Áustria
e Salvador, Brasil.

Assim como na Espanha, o Brasil também questiona o status quo, é campeão
na coleta e reciclagem de alumínio, 80% de sua produção. 150 mil pessoas
vivem exclusivamente da coleta de latinhas de refrigerante e cerveja no
país. Tem também um movimento entitulado metareciclagem que trata entre
outras questões sobre práticas tecnológicas periféricas, que se reutilizam
do material eletro-eletrônico que a sociedade generaliza como descartável
- lixo - para criar conscientização social e arte. Sendo o país do latex,
fruto das seringueiras (Hevea brasiliensis), compulsoriamente catapultados
à engrenagem do capitalismo internacional, no começo o principal
fornecedor de uma matéria-prima indispensável na produção de milhares de
produtos como calçados, tecidos emborrachados, apagadores de lápis, pneus,
luvas etc, ajudando entre outras coisas a desenvolver a gigante indústria
automobilística, quando então veio a biopirataria de Kew Gardens,
Inglattera em 1876 com o roubo de 70 mil sementes de seringueira,
originando a fabricação comercial do latéx sintético e migração
corporativa do plantio comercial para a Ásia. Hoje, segundo a revista
veja, estima-se aqui 45 milhões de pneus abandonados no meio ambiente.
Reapropriarmo-nos de nossas matérias-primas naturais, criando novos usos
para nossos brinquedos, nosso lixo, questionarmos a sociedade do roubo e
do supérfluo. Mulheres da Via Campesina protestam contra a biopirataria,
enquanto a pornografia livre é um tema que vem sendo muito discutido nas
redes feministas e ativistas brasileiras, uma pornografia feita por
mulheres, transgêneros, com uma sensibilidade múltipla e divertida,
resgatando seus corpos e prazeres. A possibilidade de unir o tema
sexualidade e reciclagem despertou no grupo brasileiro o desejo de
conhecer mais a fundo o trabalho realizado na europa.

3. cronograma - datas, numero de pessoas, necessidades para as oficinas

17 de agosto

chile - carla

24 de agosto - 14 de sept

campinas - lere, dolores
salvador - tininha, tati, goa, tai

necesidades:

passagem e diárias para 2 mulheres Barcelona- Brasil

barcelona - chile
chile - brasil
são paulo - campinas
campinas - salvador
salvador - barcelona

materiais não recicláveis para as oficians: latex natural (LME) e motores
velhos
preformas?

4. possiveis apoiadores

consulado da espanha
ministério da cultura
itaú cultural / oi futuro
empresa de latéx
metareciclagem
g2g
coletivos feministas

espanhol

1. contexto bricolage - de onde vem, o que fazem , porque

1. A partir de ahora, se me ha cambiado la mirada, nos dijo una
participante, el mundo me parece lleno de juguetes potenciales! Este es el
efecto bricolaje, una mirada que contempla un mundo abierto, lleno de
potencial placentero, de materiales para jugar, hackear, cambiar del sitio
para disfrutar y aprender.

Bricolaje sexual es un proyecto de autoconstrucción de juguetes sexuales,
donde se encuentran las manualidades, el hackeo de tecnología doméstica y
la sexualidad. Estos tres campos, que tienen en común su naturaleza
manual, inventiva, libre e imaginativa, han sido victimas del capitalismo
y de las fuerzas agresivas de su mercado.

Las manualidades, un saber tradicionalmente femenino, de código abierto,
sin derechos de autora, ha sufrido múltiples ataques del capitalismo, pero
también desde movimientos feministas que lo consideraron un símbolo de la
mujer no emancipada, de nuestras abuelas, trabajando sin reconocimiento y
tomadas por supuesto. Por parte del mercado, la producción masiva y
explotación de mano de obra y de recursos naturales del planeta ha bajado
el precio del producto final de una manera que convierte el producto hecho
a mano en mucho más caro que el mas-producido. La publicidad agresiva y la
cultura de marcas conduce a la gente a preferir ropa de una marca
prestigiosa, con imagen elaborada para construir su identidad.

La tecnología doméstica se aleja cada vez más de sus usuarias. No solo por
los grandes avances tecnológicos, sino, también, por una voluntad
explicita de fabricar objetos de usar y tirar, para seguir alimentando la
maquina de sobre-producción (aquí también, explotando planeta y personas).
Si en el pasado se fabricaba objetos con garantía de por vida, ahora se
fabrica, expresamente, objetos que duren el tiempo mínimo que satisfaga la
consumidora. Las usuarias, y sobre todo las mujeres, padecemos de
tecnofóbia, un miedo a nuestros aparatos, un temor de no hacerlo bien y de
romperlo, aunque este ya roto. en este sentido, el arte de reparar un
electrodoméstico esta tan perdido como el de remendar un calcetín.

El tercer eje del proyecto, es la sexualidad. Aquí también nos sentimos
restringidas, preprogramadas, consumiendo una sexualidad estándar que
viene definida por las industrias de la imagen, del porno, de la religión.
El uso de objetos de placer, antiguo como el mismo coño de la madre, ha
sido a lo largo de la historia reprimido por un machismo cobarde, temeroso
por su lugar; ha sido medicalizado para curar padecimientos femeninos como
la histeria (trastorno del histerus, el útero) o la nimfomanía, (furor
úterino), ha sido ridiculizado como consuelo de solteronas, ha sido
escondido detrás de la cortina del sexshop, vigilado por un dependiente
baboso en un ambiente sórdido. Con el avance imparable del capitalismo, el
mercado de los juguetes fue descubierto como un mercado aun no saturado, y
en los últimos años ha crecido la variedad y se ha ampliado la imagen de
estos productos para llegar a un público más convencional. Con el doble
filo de legitimar y extender un poco su uso, los juguetes también están en
mano de las grandes multinacionales, y lo que ganamos en legitimidad,
perdimos en consumismo.

Como proyecto, no abogamos ningún tipo especifico de sexualidad, no
decimos que se folla mejor con nuestros juguetes, no recomendamos
reemplazar tus amantes por pilas recargables, o tus juguetes favoritos por
verduras. Lo único que queremos es jugar, probar, inventar nuestro propio
placer, entender un poco mejor la tecnología que nos rodea y penetra,
hacer uso de nuestra imaginación y creatividad.

Ofrecemos talleres de una variedad de juguetes: dildos, vibradores, bolas
chinas, mini vibradores, juguetes anales, todos hechos de una combinación
de materiales reciclados, y materiales seguros e higiénicos. Los talleres
son divertidos y fáciles. Según el juguete y el tiempo que se le quiera
dedicar, se puede hacer cosas más o menos elaboradas.

2. intercambio com o brasil - como sugiu o convite, o panorama brasileiro,
realidades locais, a itinerancia

2. en contexto brazil, sería interesante mencionar que el latex se produce
en brazil...? nueva fabrica de preservativos del govierno brazilero?

O contexto brasileiro que frutiuficou a ideia de metareciclagem como
simbolica do processo de apropriacao tecnologica presente em muitos
projetos e oficinas que fazemos ao redor do brasil, alem do movimento de
*pornografia livre* que busca o lugar de protagonista da mulher em relaçao
ao prazer e ao seu proprio corpo.

3. cronograma - datas, numero de pessoas, necessidades para as oficinas

3. tiempo: llegar 24 de agosto
volver - 14 de sept.
a donde iríamos y que talleres hariamos???
Creemos que eso es mejor que lo sujieran uds. nosotras no conocemos el
contexto. Queremos ir donde les parezca interesante.

Lugares sugeridos:

Campinas
Salvador? algum lugar do nordeste.. inferlizmente nao estrei em pipa nesta
data :(

Datas:
Outubro de 2008

incluimos chile en la propuesta??

Una de nosotras (Yo,Carla) es chilena, nos gustaría aprovechar la
oportunidad para pasar por Chile y hacer un taller. Hemos pensado que lo
mejor sería ir una semana antes.
Hacer escala en la ciudad que lleguemos, una semana en Chile para llegar
el domingo 24 a Brazil.

Les parece bien que lo incluyamos en el proyecto?

necesidades:
Viajes y dietas para 2 mujeres de Barcelona a Brazil y dentro de brazil.
...Materiales no reciclables para los talleres: latex natural
[a ver si se puede conseguir directamente del productor, ya que el latex
se produce en brazil - sabemos que se puede encontrar, el nombre técnico
de este tipo de latex es LME], motores viejos. [a ver si se puede
conseguir preformas ahí]



More information about the dorkbotrio-debate mailing list