[dorkbotrio-debate] bricolaje sexual - offtopic?:)

tatiw at riseup.net tatiw at riseup.net
Mon Jul 7 18:53:52 EDT 2008


wow marcia, seria lindo!

pensavamos inicialmente em agosto mas como ta meio em cima tenho que
confirmar com elas... podes me falar mais do seu projeto?

valeux!!

xt

> Tati!
> Jah tinha ouvido falar delas sim.
> Tenho um projeto aqui no rio q se encaixa muito bem, jah falei c o bruno
> sobre isso. Posso te ajudar a traze-las.
> Vc tah pensando em agosto??
> bjs
>
>
>
> On 7/6/08 10:29 PM, "tatiw at riseup.net" <tatiw at riseup.net> wrote:
>
>> ei dorkiocas!
>>
>> queria compartilhar com vcs um projeto que estou escrevendo junto a duas
>> meninas da espanha (bruno vianna conhece elas!). tem tudo a ver com o
>> dorkbot mas infelizmente estamos ainda na fase de articular parcerias
>> que
>> viabilizariam a vinda de 2 minas ao brasil para dar essa oficna. na real
>> a
>> intenção deste email é pilhar vcs.. hehe.. pra ver se conseguimos algum
>> tipo de apoio para a vinda delas.
>>
>> me digam o que acham e desculpe aí se for totalmente offtopic!
>>
>> Proposta de oficina das meninas do sitio Bricolage Sexual no Brasil
>> http://www.bricolajesexual.net/
>>
>> 1. contexto bricolage - de onde vem, o que fazem , porque
>>
>> A partir de agora, mudou meu olhar, nos disse uma das participantes, o
>> mundo me parece cheio de brinquedos em potencial! Este é o efeito
>> Bricolaje, um olhar que contempla um mundo aberto, cheio de potencial
>> (placentero?), de materiais para jogar, hackear e mudar de lugar, para
>> desfrutar e aprender.
>>
>> Bricolaje Sexual é um projeto de autoconstrução de brinquedos sexuais,
>> aonde se encontram novos (fazeres manuais/ manualidades?), o hackear as
>> tecnolgias domésticas e a sexualidade. Estes três campos, que têm em
>> comum
>> sua natureza manual, inventiva, livre e imaginativa, têm sido vítimas do
>> capitalismo e das forças agressivas do mercado.
>>
>> As manualidades, um saber tradicionalmente feminino, de código aberto,
>> sem
>> direitos de autora, têm sofrido múltiplos ataques do capitalismo, mas
>> também dos movimentos feministas que o consideraram símbolo da mulher
>> não-emancipada, de nossas avós, que trabalham sem reconhecimento e
>> tomadas
>> por (supuesto?). Da parte do mercado, a produção massiva e a exploração
>> da
>> mão-de-obra e de recursos naturais do planeta tem baixado o preço do
>> produto final de uma maneira que converte o produto feito a mão em muito
>> mais caro do que o mais-produzido. A publicidade agressiva a a cultura
>> das
>> marcas conduz as pessoas a preferir uma roupa de marca prestigiosa, com
>> imagem elaborada para construir a sua identidade.
>>
>> A tecnologia doméstica se (aleja?) cada vez mais de suas usuárias. Não
>> somente pelos grandes avanços tecnológicos, mas também, por um vontade
>> explícita de fabricar objetos de usar e tirar, para seguir alimentando a
>> máquina de sobre-produção (aqui também, explorando o planeta e pessoas).
>> Se no passado fabricava-se objetos com garantia por todo a vida, agora
>> se
>> fabrica, expressamente, objetos que durem o tempo mínimo que satisfaça a
>> consumidora. As usuárias, e sobretudo as mulheres, padecemos de
>> tecnofobia, um medo de nossos aparatos, um temor de não fazê-lo bem e de
>> quebrá-lo, (aunque este ya roto?). Neste sentido, a arte de reparar um
>> eletrodoméstico está tão perdida quanto a arte de remendar um
>> (calcetín?).
>>
>> O terceiro eixo (eje?) do projeto, é a sexualidade. Aqui também nos
>> sentimos restringidas, preprogramadas, consumindo uam sexualidade padrão
>> que vem definida pela s ind&#347;utrias da imagem, do pornô, da
>> religião.
>> O uso de objetos de prazer, antigo como o mesmo ( coño?) da mãe, tem
>> sido
>> ao largo da história reprimido por um machismo covarde, temeroso por seu
>> lugar; tem sido medicalizado para curar padecimentos femininos como a
>> histeria (transtorno do hístero, o útero) ou a ninfomania (furor
>> uterino),
>> tem sido ridicularizado como consolo de solteironas, tem sido escondido
>> atrás da cortina da sexshop, vigiado por um (dependiente baboso?) em um
>> ambiente sórdido. Com o avanço imparável do capitalismo, o mercado de
>> brinquedos foi descoberto como um mercado ainda não saturadp, e em seus
>> últimos anos tem crescido a variedade e se tem ampliado a imagem desses
>> produtos para chegar a um público mais convencional. Com esse (filo?)
>> duplo de legimitar e extender um pouco seu uso, os brinquedos também
>> estão
>> nas mãos das grandes multinacionais, e o que ganhamos em legitimidade,
>> perdemos em consumismo.
>>
>> Como projeto, não advogamos nenhum tipo específico de sexualidade, não
>> decidimos que se (folla?) melhor com os nossos brinquedos, não
>> recomendamos (reemplazar?) suas amantes por pilhas recarregáveis, ou
>> seus
>> brinquedos favoritos por (verduras?). A única coisa que queremos é
>> jogar,
>> provar, inventar nossos p&#341;oprio prazer, entender um pouco melhor a
>> tecnologia que nos rodeia e penetra, fazer uso de nossa imaginação e
>> criatividade.
>> Oferecemos oficinas de uma variedade de brinquedos: dildos, vibradores,
>> bolas chinesas, mini vibradores, brinquedos anais, todos feitos de uma
>> combinação de materiais reciclados, e materiais seguros e higiêncicos.
>> As
>> oficinas são divertidas e fáceis. Segundo o brinquedo e o tempo que se
>> queira dedicar, pode-se fazer coisas mais ou menos elaboradas.
>>
>> 2. intercambio com o brasil - como sugiu o convite, o panorama
>> brasileiro,
>> realidades locais, a itinerancia
>> latex, a "árvore que chora"
>>
>> O convite surgiu através do contato entre dois coletivos de mulheres
>> brasileiras e espanholas que trabalham a apropriação tecnológica
>> feminina
>> através de temas como a sexualidade, a reciclagem e o hackerismo de
>> nossa
>> sociedade tecno-autoritária. Bricolage e g2g organizaram e participaram
>> localmente dos dois Carnavais Eclético Tech - oficinas tech, culinárias,
>> imersões, que aconteceram no ano de 2007 respectivamente em Linz,
>> Áustria
>> e Salvador, Brasil.
>>
>> Assim como na Espanha, o Brasil também questiona o status quo, é campeão
>> na coleta e reciclagem de alumínio, 80% de sua produção. 150 mil pessoas
>> vivem exclusivamente da coleta de latinhas de refrigerante e cerveja no
>> país. Tem também um movimento entitulado metareciclagem que trata entre
>> outras questões sobre práticas tecnológicas periféricas, que se
>> reutilizam
>> do material eletro-eletrônico que a sociedade generaliza como
>> descartável
>> - lixo - para criar conscientização social e arte. Sendo o país do
>> latex,
>> fruto das seringueiras (Hevea brasiliensis), compulsoriamente
>> catapultados
>> à engrenagem do capitalismo internacional, no começo o principal
>> fornecedor de uma matéria-prima indispensável na produção de milhares de
>> produtos como calçados, tecidos emborrachados, apagadores de lápis,
>> pneus,
>> luvas etc, ajudando entre outras coisas a desenvolver a gigante
>> indústria
>> automobilística, quando então veio a biopirataria de Kew Gardens,
>> Inglattera em 1876 com o roubo de 70 mil sementes de seringueira,
>> originando a fabricação comercial do latéx sintético e migração
>> corporativa do plantio comercial para a Ásia. Hoje, segundo a revista
>> veja, estima-se aqui 45 milhões de pneus abandonados no meio ambiente.
>> Reapropriarmo-nos de nossas matérias-primas naturais, criando novos usos
>> para nossos brinquedos, nosso lixo, questionarmos a sociedade do roubo e
>> do supérfluo. Mulheres da Via Campesina protestam contra a biopirataria,
>> enquanto a pornografia livre é um tema que vem sendo muito discutido nas
>> redes feministas e ativistas brasileiras, uma pornografia feita por
>> mulheres, transgêneros, com uma sensibilidade múltipla e divertida,
>> resgatando seus corpos e prazeres. A possibilidade de unir o tema
>> sexualidade e reciclagem despertou no grupo brasileiro o desejo de
>> conhecer mais a fundo o trabalho realizado na europa.
>>
>> 3. cronograma - datas, numero de pessoas, necessidades para as oficinas
>>
>> 17 de agosto
>>
>> chile - carla
>>
>> 24 de agosto - 14 de sept
>>
>> campinas - lere, dolores
>> salvador - tininha, tati, goa, tai
>>
>> necesidades:
>>
>> passagem e diárias para 2 mulheres Barcelona- Brasil
>>
>> barcelona - chile
>> chile - brasil
>> são paulo - campinas
>> campinas - salvador
>> salvador - barcelona
>>
>> materiais não recicláveis para as oficians: latex natural (LME) e
>> motores
>> velhos
>> preformas?
>>
>> 4. possiveis apoiadores
>>
>> consulado da espanha
>> ministério da cultura
>> itaú cultural / oi futuro
>> empresa de latéx
>> metareciclagem
>> g2g
>> coletivos feministas
>>
>> espanhol
>>
>> 1. contexto bricolage - de onde vem, o que fazem , porque
>>
>> 1. A partir de ahora, se me ha cambiado la mirada, nos dijo una
>> participante, el mundo me parece lleno de juguetes potenciales! Este es
>> el
>> efecto bricolaje, una mirada que contempla un mundo abierto, lleno de
>> potencial placentero, de materiales para jugar, hackear, cambiar del
>> sitio
>> para disfrutar y aprender.
>>
>> Bricolaje sexual es un proyecto de autoconstrucción de juguetes
>> sexuales,
>> donde se encuentran las manualidades, el hackeo de tecnología doméstica
>> y
>> la sexualidad. Estos tres campos, que tienen en común su naturaleza
>> manual, inventiva, libre e imaginativa, han sido victimas del
>> capitalismo
>> y de las fuerzas agresivas de su mercado.
>>
>> Las manualidades, un saber tradicionalmente femenino, de código abierto,
>> sin derechos de autora, ha sufrido múltiples ataques del capitalismo,
>> pero
>> también desde movimientos feministas que lo consideraron un símbolo de
>> la
>> mujer no emancipada, de nuestras abuelas, trabajando sin reconocimiento
>> y
>> tomadas por supuesto. Por parte del mercado, la producción masiva y
>> explotación de mano de obra y de recursos naturales del planeta ha
>> bajado
>> el precio del producto final de una manera que convierte el producto
>> hecho
>> a mano en mucho más caro que el mas-producido. La publicidad agresiva y
>> la
>> cultura de marcas conduce a la gente a preferir ropa de una marca
>> prestigiosa, con imagen elaborada para construir su identidad.
>>
>> La tecnología doméstica se aleja cada vez más de sus usuarias. No solo
>> por
>> los grandes avances tecnológicos, sino, también, por una voluntad
>> explicita de fabricar objetos de usar y tirar, para seguir alimentando
>> la
>> maquina de sobre-producción (aquí también, explotando planeta y
>> personas).
>> Si en el pasado se fabricaba objetos con garantía de por vida, ahora se
>> fabrica, expresamente, objetos que duren el tiempo mínimo que satisfaga
>> la
>> consumidora. Las usuarias, y sobre todo las mujeres, padecemos de
>> tecnofóbia, un miedo a nuestros aparatos, un temor de no hacerlo bien y
>> de
>> romperlo, aunque este ya roto. en este sentido, el arte de reparar un
>> electrodoméstico esta tan perdido como el de remendar un calcetín.
>>
>> El tercer eje del proyecto, es la sexualidad. Aquí también nos sentimos
>> restringidas, preprogramadas, consumiendo una sexualidad estándar que
>> viene definida por las industrias de la imagen, del porno, de la
>> religión.
>> El uso de objetos de placer, antiguo como el mismo coño de la madre, ha
>> sido a lo largo de la historia reprimido por un machismo cobarde,
>> temeroso
>> por su lugar; ha sido medicalizado para curar padecimientos femeninos
>> como
>> la histeria (trastorno del histerus, el útero) o la nimfomanía, (furor
>> úterino), ha sido ridiculizado como consuelo de solteronas, ha sido
>> escondido detrás de la cortina del sexshop, vigilado por un dependiente
>> baboso en un ambiente sórdido. Con el avance imparable del capitalismo,
>> el
>> mercado de los juguetes fue descubierto como un mercado aun no saturado,
>> y
>> en los últimos años ha crecido la variedad y se ha ampliado la imagen de
>> estos productos para llegar a un público más convencional. Con el doble
>> filo de legitimar y extender un poco su uso, los juguetes también están
>> en
>> mano de las grandes multinacionales, y lo que ganamos en legitimidad,
>> perdimos en consumismo.
>>
>> Como proyecto, no abogamos ningún tipo especifico de sexualidad, no
>> decimos que se folla mejor con nuestros juguetes, no recomendamos
>> reemplazar tus amantes por pilas recargables, o tus juguetes favoritos
>> por
>> verduras. Lo único que queremos es jugar, probar, inventar nuestro
>> propio
>> placer, entender un poco mejor la tecnología que nos rodea y penetra,
>> hacer uso de nuestra imaginación y creatividad.
>>
>> Ofrecemos talleres de una variedad de juguetes: dildos, vibradores,
>> bolas
>> chinas, mini vibradores, juguetes anales, todos hechos de una
>> combinación
>> de materiales reciclados, y materiales seguros e higiénicos. Los
>> talleres
>> son divertidos y fáciles. Según el juguete y el tiempo que se le quiera
>> dedicar, se puede hacer cosas más o menos elaboradas.
>>
>> 2. intercambio com o brasil - como sugiu o convite, o panorama
>> brasileiro,
>> realidades locais, a itinerancia
>>
>> 2. en contexto brazil, sería interesante mencionar que el latex se
>> produce
>> en brazil...? nueva fabrica de preservativos del govierno brazilero?
>>
>> O contexto brasileiro que frutiuficou a ideia de metareciclagem como
>> simbolica do processo de apropriacao tecnologica presente em muitos
>> projetos e oficinas que fazemos ao redor do brasil, alem do movimento de
>> *pornografia livre* que busca o lugar de protagonista da mulher em
>> relaçao
>> ao prazer e ao seu proprio corpo.
>>
>> 3. cronograma - datas, numero de pessoas, necessidades para as oficinas
>>
>> 3. tiempo: llegar 24 de agosto
>> volver - 14 de sept.
>> a donde iríamos y que talleres hariamos???
>> Creemos que eso es mejor que lo sujieran uds. nosotras no conocemos el
>> contexto. Queremos ir donde les parezca interesante.
>>
>> Lugares sugeridos:
>>
>> Campinas
>> Salvador? algum lugar do nordeste.. inferlizmente nao estrei em pipa
>> nesta
>> data :(
>>
>> Datas:
>> Outubro de 2008
>>
>> incluimos chile en la propuesta??
>>
>> Una de nosotras (Yo,Carla) es chilena, nos gustaría aprovechar la
>> oportunidad para pasar por Chile y hacer un taller. Hemos pensado que lo
>> mejor sería ir una semana antes.
>> Hacer escala en la ciudad que lleguemos, una semana en Chile para llegar
>> el domingo 24 a Brazil.
>>
>> Les parece bien que lo incluyamos en el proyecto?
>>
>> necesidades:
>> Viajes y dietas para 2 mujeres de Barcelona a Brazil y dentro de brazil.
>> ...Materiales no reciclables para los talleres: latex natural
>> [a ver si se puede conseguir directamente del productor, ya que el latex
>> se produce en brazil - sabemos que se puede encontrar, el nombre técnico
>> de este tipo de latex es LME], motores viejos. [a ver si se puede
>> conseguir preformas ahí]
>>
>> ........................................................................
>> .........dorkbot: people doing strange things with electricity..........
>> ......................... http://dorkbot.org ...........................
>> ........................................................................
>>
>
>
> ........................................................................
> .........dorkbot: people doing strange things with electricity..........
> ......................... http://dorkbot.org ...........................
> ........................................................................
>




More information about the dorkbotrio-debate mailing list